---Uma professora com a qual eu trabalho contou, chateada, que está feliz por ter engravidado:
---- Nunca quis filhos. Meu namorado está desempregado. Tenho horror a criança. Não tenho casa. Odeio meu trabalho. A Secretaria Municipal de Educação publicou uma portaria que proíbe a entrada de gestantes em sala de aula, de modos que lerei, a partir de hoje, Em Busca do Tempo Perdido.
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segunda-feira, 12 de abril de 2010
domingo, 30 de agosto de 2009
A Bola
Na última sexta-feira, completei duas semanas de trabalho numa escola da Prefeitura Municipal de São Paulo.
Esta rede de educação, aparentemente mais organizada do que aquela outra na qual trabalho e sobre a qual já teci uns comentários quaisquer também nesta Pobre Rima, efetivou recentemente todos os últimos aprovados no concurso realizado em 2007 e, nesta leva, virei funcionária do famigerado Gilberto Kassab.
Embora minha querida colega Marli tenha afirmado que trabalho num tal Dom José, segundo o Oráculo a escola na qual entrei fica no Capão Redondo, Zona Sul do município.
Cumpro ali vinte e três horas semanais de trabalho; três horas de atividades diversas, feito seleção de textos, preparação de aulas e correção das produções textuais da molecada, além de vinte horas de aula, nas quais cubro os professores, da quinta à oitava série do Ensino Fundamental regular, que eventualmente venham a faltar - coisa freqüente, diga-se de passagem.
Um dia desses, faltou a professora de Educação Física, única disciplina na qual, em caso de cobertura, não há acordo: os meninos têm uma energia incontrolável que a gente cansada de tudo insiste em chamar de violência, mas tenho ultimamente, cá pra mim, entendido como força motriz mal empenhada.
A despeito desta espécie de observação particular, enfim, cobrir aulas de Educação Física propondo discussões sobre poética modernista ainda não figura entre minhas maiores habilidades. Por isso, consultei a coordenadora pedagógica acerca da possibilidade de levar uma turma de oitava série até o pátio para que os meninos jogassem bola. Deu certo.
Enquanto uma turminha menos afeita à atividade física jogava Detetive debaixo da escada, desenvolvendo a musculatura ocular, a garotada mais ativa se empenhou num futebolzinho despretensioso, com quatro mochilas lançadas às extremidades da quadra onírica fazendo vez das traves.
Tudo tranqüilo até o momento em que a honesta pelada dos meninos sofreu abrupta interrupção: um deles, numa bica desmedida, lançou a bola ao teto, sustentado por canos metálicos entrelaçados, entre os quais o objeto ficou preso.
Em princípio, nosso pequeno zagueiro sofreu retaliações verbais. Na seqüência, olhares românticos foram lançados ao roliço desejo inalcançável. Depois, aquela que andava esquecida no fundo da gaveta mnemônica da molecada virou o céu contemplado na hora do aperto: o que fazer, professora?
A santa era eu. E eu, justamente naquele minuto mágico tanto reclamado pela classe docente, não fazia idéia do que fazer.
Sou um macaco: dispomos de instrumento?
Sou um macaco: dispomos de instrumento?
Um rapaz corre até algum lugar desconhecido e volta munido de vassoura. Nesse ponto, o pessoal do Detetive já largou a brincadeira e a galera da limpeza observa, em olhares claros de reprovação, a bola, a turma, a vassoura e, obviamente, a professora desleixada.
O garoto desenrosca o pente da vassoura e joga quatro, cinco vezes, aquele pedaço de pau pro alto. E eu prevendo um homicídio culposo, um rosto caolho, o desembolso duma grana numa vassoura nova. Os colegas ofereciam, solícitos, sugestões diversas: joga mais alto! Alguém monta no ombro dele! Sobe em cima da mochila! Enrosca o pente na vassoura! Tudo acatado e a bola ali, dona da história, pilantra fazendo pouco caso de todos nós.
Em resumo, passamos cerca de trinta minutos nesse jogo até que uma mesa, um menino, uma mochila, uma vassoura e uma turma duns trinta adolescentes acabassem vencendo a partida àquele dia.
Desde que o sinal tocou, às 11:15 da quinta-feira, até agora, há algo que me encafifa e, provavelmente, me tirará o sono durante uns anos, na melhor das hipóteses: como faço pra meter, em cada aula, ali naquele vão, uma bendita Bola?...
sábado, 20 de junho de 2009
Pisou na bola, é gol*
“nunca cometo o mesmo erro
duas vezes
já cometo duas três
quatro cinco seis
até esse erro aprender
que só o erro tem vez”
(Paulo Leminski)
duas vezes
já cometo duas três
quatro cinco seis
até esse erro aprender
que só o erro tem vez”
(Paulo Leminski)
Ontem meus alunos estavam loucos para fugir da escola e assistir ao jogo de futebol pela televisão.
Tem gente que gosta de futebol. Minha predileção é pela etimologia.
Provavelmente, vocês sabem o que é etimologia; entretanto, a criatura que digitou essas bem traçadas linhas – Tcharan: EU! - há de se tornar escritora de gabarito, e meus amigos, obviamente, quererão compartilhar a sucessão de letrinhas aqui com toda a sorte de gente. É, portanto, necessário recorrer ao grande Aurélio (sem brincadeira, porque a edição da qual colei o verbete é aquela revista e ampliada – pesada, além de grande)
---
etimologia. [Do gr. etymología, pelo lat. etymologia.] S. f. 1. Origem de uma palavra. 2. Parte da gramática que trata da origem das palavras.
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E daí?
Daí fiquei pensando ontem na origem etimológica da expressão “pisar na bola”.
“Pisar na bola” é equivalente a dar “tiro pela culatra”, figura muito usada pela minha mãe; fazer “cagada”, dita ultimamente até pelo sujeito com prisão de ventre crônica; dar “mole pra Cojaque”, preferida do Bezerra da Silva. Em resumo, “pisar na bola”, semanticamente, significa cometer um erro.
E quem nunca aprontou disso?
Ali na minha infância, encontrei exemplo: quando eu era criança pequena lá em Barbacena e o Chico Anysio ainda aparecia na Rede Globo, a pena contra quem errava, promulgada pelos professores da escola na qual estudei, era nota em tinta vermelha – maior humilhação.
Por outro lado, na hora do recreio, se eu brigava e não queria olhar nunca mais a cara do colega que não me convidou pra festa de aniversário, ou me chamou de gorda, ou puxou meus cabelos na fila da cantina, ou quebrou a ponta do meu lápis de cor azul, aqueles mesmos juízes – ou professores, que nesse caso dava tudo na mesma – obrigavam a gente a fazer as pazes e se abraçar, dando, ainda por cima, o maior sermão sobre a necessidade de pedir desculpas pelos nossos erros, relevar e perdoar os erros alheios.
Passados anos desde minha experiência escolar, tive notícias dum sujeito formidável, do qual vocês já devem ter ouvido falar, que escreveu o seguinte: “não há vida sem correção, sem retificação”.
Paulo Freire escreveu isso baseado na concepção de que cometer erros é inerente ao ser humano porque aprender é uma capacidade inexorável à nossa espécie e, como afirma a máxima, é errando que se aprende.
Se errando se aprende, acho que errar está entre as atividades mais saudáveis a praticarmos, empatando com os esportes, que, como ensinou uma professora com a qual eu trabalho, além de contribuírem com o bom funcionamento do organismo quando praticados regularmente, são atividades altamente educativas.
Essa aproximação entre erro e esporte, enquanto atividades pedagógicas, deve ter dado origem à tal expressão relativa à pisada na bola: se o Ronaldinho pisasse na bola, é provável que nunca tivesse assinado contrato milionário com a Nike - talvez isso evitasse transtornos como escândalos sobre envolvimento com travestis, mas isso não vem ao caso.
A questão é que “pisar na bola” deve ter surgido como metáfora esportiva, tendo sua origem dentro dum estádio de futebol.
E eu, que, por outro lado, sempre tive aversão à paixão desmedida da gente toda pelo futebol, passei a entender que “pisar na bola”, em sua origem etimológica e, depois, em seu sentido metafórico, é verdadeiramente o real objeto de adoração do público.
Se todos os atletas e seus times tivessem atuação impecável, não teríamos partida porque ninguém se atreveria a ir ao Morumbi ou ligar a tevê para assistir a uma encenação mecânica, sem gol porque os goleiros seriam perfeitos, sem drible porque o meio de campo seria perfeito, sem vitória porque os adversários seriam perfeitos.
Daí fiquei pensando ontem na origem etimológica da expressão “pisar na bola”.
“Pisar na bola” é equivalente a dar “tiro pela culatra”, figura muito usada pela minha mãe; fazer “cagada”, dita ultimamente até pelo sujeito com prisão de ventre crônica; dar “mole pra Cojaque”, preferida do Bezerra da Silva. Em resumo, “pisar na bola”, semanticamente, significa cometer um erro.
E quem nunca aprontou disso?
Ali na minha infância, encontrei exemplo: quando eu era criança pequena lá em Barbacena e o Chico Anysio ainda aparecia na Rede Globo, a pena contra quem errava, promulgada pelos professores da escola na qual estudei, era nota em tinta vermelha – maior humilhação.
Por outro lado, na hora do recreio, se eu brigava e não queria olhar nunca mais a cara do colega que não me convidou pra festa de aniversário, ou me chamou de gorda, ou puxou meus cabelos na fila da cantina, ou quebrou a ponta do meu lápis de cor azul, aqueles mesmos juízes – ou professores, que nesse caso dava tudo na mesma – obrigavam a gente a fazer as pazes e se abraçar, dando, ainda por cima, o maior sermão sobre a necessidade de pedir desculpas pelos nossos erros, relevar e perdoar os erros alheios.
Passados anos desde minha experiência escolar, tive notícias dum sujeito formidável, do qual vocês já devem ter ouvido falar, que escreveu o seguinte: “não há vida sem correção, sem retificação”.
Paulo Freire escreveu isso baseado na concepção de que cometer erros é inerente ao ser humano porque aprender é uma capacidade inexorável à nossa espécie e, como afirma a máxima, é errando que se aprende.
Se errando se aprende, acho que errar está entre as atividades mais saudáveis a praticarmos, empatando com os esportes, que, como ensinou uma professora com a qual eu trabalho, além de contribuírem com o bom funcionamento do organismo quando praticados regularmente, são atividades altamente educativas.
Essa aproximação entre erro e esporte, enquanto atividades pedagógicas, deve ter dado origem à tal expressão relativa à pisada na bola: se o Ronaldinho pisasse na bola, é provável que nunca tivesse assinado contrato milionário com a Nike - talvez isso evitasse transtornos como escândalos sobre envolvimento com travestis, mas isso não vem ao caso.
A questão é que “pisar na bola” deve ter surgido como metáfora esportiva, tendo sua origem dentro dum estádio de futebol.
E eu, que, por outro lado, sempre tive aversão à paixão desmedida da gente toda pelo futebol, passei a entender que “pisar na bola”, em sua origem etimológica e, depois, em seu sentido metafórico, é verdadeiramente o real objeto de adoração do público.
Se todos os atletas e seus times tivessem atuação impecável, não teríamos partida porque ninguém se atreveria a ir ao Morumbi ou ligar a tevê para assistir a uma encenação mecânica, sem gol porque os goleiros seriam perfeitos, sem drible porque o meio de campo seria perfeito, sem vitória porque os adversários seriam perfeitos.
Ainda não sou fã de futebol, não uso tinta vermelha contra meus alunos e hoje eu abraçaria o colega que não me convidou pra festa de aniversário, ou me chamou de gorda, ou puxou meus cabelos na fila da cantina, ou quebrou a ponta do meu lápis de cor azul - provavelmente, amarraria antes o cadarço dum tênis dele no do outro pra que caísse de queixo no chão, o que seria minha bruta pisada na bola -, afinal, entendi que todos erramos e por isso viver é muito mais divertido que assistir à aula de português da Carol.
*escrito em 18 de junho e tardiamente publicado em virtude da correria
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Extrato*
Há rumores de que a Rede Pública Municipal de Ensino na qual eu trabalho anda em vias de estabelecer uma dita “parceria” com a Fundação Bradesco.
O projeto, segundo a boca miúda, deve ser desenvolvido na Primeira Série do Primeiro Ciclo de Ensino Fundamental Regular e prevê utilização de material, capacitação de profissionais e avaliação de resultados desenvolvidas pela Fundação Bancária.
Sou professora de língua portuguesa no Segundo Ciclo da EJA - Educação de Jovens e Adultos, supletivo correspondente ao período da quinta à oitava série no Ensino Regular, e não parece que material, capacitação ou avaliação da Fundação do Banco Bradesco cheguem a esta modalidade naquele município, mas, como educadora, entendo que eu deva arcar, tanto quanto qualquer outro profissional de ensino, cidadão brasileiro ou terráqueo, com os prejuízos da instauração do termo que Paulo Freire, visionário festejado também pelos mentores da associação Banco-Escola supracitada, chamou de Educação Bancária.
Dessa espécie de enredamento das esferas do Ensino Público e da Empresa Privada Bancária decorrem muitas e óbvias constatações sobre os meandros funestos pelos quais a Educação caminha e, ao que tudo indica, continuará caminhando por muitos anos.
Entre a multiplicidade de constatação, escolho aqui a mais ridiculamente óbvia, que recai, em princípio, sobre o educador (e, de maneira alguma, indico este sujeito como vítima da situação. O enxergo, antes, parte responsável pelo sucateamento seu, escolar e social, enquanto figura melindrosa e reticente frente a imposições com as quais não há concordância), o cerceamento de seu maior direito, dever e necessidade enquanto ser humano, trabalhador e mediador no processo de aprendizagem do educando: PENSAR.
Dos bons cursos, da boa literatura e teoria, dos próprios discursos de nossos dirigentes educacionais e, sobretudo, da experiência na sala de aula e fora dela, depreendemos a importância de PENSAR a prática pedagógica.
PENSAR cabe essencialmente ao professor e é fundamental para que planeje e estruture sua aula, pesquise e desenvolva materiais pertinentes e provoque, em conseqüência de sua prática, o PENSAR no educando.
Entra aí o material fornecido pela Fundação do Banco Bradesco, naquele método apostilado conhecido nos cursos pré-vestibulares.
Elaborado pela competente equipe pedagógica do Banco, o material pronto se presta, então, a bússola no oceano pedagógico e já não somos mais náufragos: a turma veleja ao norte, definido pelo braço da responsabilidade social dum Banco. A mesma equipe cuida da capacitação dos professores e avaliação, tanto deles quanto dos alunos.
O educador torna-se, então, nosso intermediário entre apostila e jovem aprendiz. O educando, poupança na qual inculcamos tudo quanto definiu a competente equipe bancária, digo, pedagógica do Bradesco.
Vento em popa e mar de azeite: os resultados das avaliações são ótimos. Ortografia, coerência. Agora, a título de verificação ranheta, solicite ao aluno Nota Dez que explique por que sua família corre o risco de perder sua casa construída em área de manancial. Ih, não deu? Então peça ao professor para responder à mesma pergunta. Chi...
E deu no jornal: o mercado de trabalho padece com a falta de mão de obra especializada. Deu no jornal: paralisação na educação por reajuste salarial. Deu no jornal: governador chama professoras de mal amadas.
O não PENSAR empobrece a escola, esvazia o sentido, desmotiva o educando, desqualifica o educador, enriquece o Banqueiro e consolida a Educação Bancária.
Tive conta no Bradesco. Os juros são altos.
O projeto, segundo a boca miúda, deve ser desenvolvido na Primeira Série do Primeiro Ciclo de Ensino Fundamental Regular e prevê utilização de material, capacitação de profissionais e avaliação de resultados desenvolvidas pela Fundação Bancária.
Sou professora de língua portuguesa no Segundo Ciclo da EJA - Educação de Jovens e Adultos, supletivo correspondente ao período da quinta à oitava série no Ensino Regular, e não parece que material, capacitação ou avaliação da Fundação do Banco Bradesco cheguem a esta modalidade naquele município, mas, como educadora, entendo que eu deva arcar, tanto quanto qualquer outro profissional de ensino, cidadão brasileiro ou terráqueo, com os prejuízos da instauração do termo que Paulo Freire, visionário festejado também pelos mentores da associação Banco-Escola supracitada, chamou de Educação Bancária.
Dessa espécie de enredamento das esferas do Ensino Público e da Empresa Privada Bancária decorrem muitas e óbvias constatações sobre os meandros funestos pelos quais a Educação caminha e, ao que tudo indica, continuará caminhando por muitos anos.
Entre a multiplicidade de constatação, escolho aqui a mais ridiculamente óbvia, que recai, em princípio, sobre o educador (e, de maneira alguma, indico este sujeito como vítima da situação. O enxergo, antes, parte responsável pelo sucateamento seu, escolar e social, enquanto figura melindrosa e reticente frente a imposições com as quais não há concordância), o cerceamento de seu maior direito, dever e necessidade enquanto ser humano, trabalhador e mediador no processo de aprendizagem do educando: PENSAR.
Dos bons cursos, da boa literatura e teoria, dos próprios discursos de nossos dirigentes educacionais e, sobretudo, da experiência na sala de aula e fora dela, depreendemos a importância de PENSAR a prática pedagógica.
PENSAR cabe essencialmente ao professor e é fundamental para que planeje e estruture sua aula, pesquise e desenvolva materiais pertinentes e provoque, em conseqüência de sua prática, o PENSAR no educando.
Entra aí o material fornecido pela Fundação do Banco Bradesco, naquele método apostilado conhecido nos cursos pré-vestibulares.
Elaborado pela competente equipe pedagógica do Banco, o material pronto se presta, então, a bússola no oceano pedagógico e já não somos mais náufragos: a turma veleja ao norte, definido pelo braço da responsabilidade social dum Banco. A mesma equipe cuida da capacitação dos professores e avaliação, tanto deles quanto dos alunos.
O educador torna-se, então, nosso intermediário entre apostila e jovem aprendiz. O educando, poupança na qual inculcamos tudo quanto definiu a competente equipe bancária, digo, pedagógica do Bradesco.
Vento em popa e mar de azeite: os resultados das avaliações são ótimos. Ortografia, coerência. Agora, a título de verificação ranheta, solicite ao aluno Nota Dez que explique por que sua família corre o risco de perder sua casa construída em área de manancial. Ih, não deu? Então peça ao professor para responder à mesma pergunta. Chi...
E deu no jornal: o mercado de trabalho padece com a falta de mão de obra especializada. Deu no jornal: paralisação na educação por reajuste salarial. Deu no jornal: governador chama professoras de mal amadas.
O não PENSAR empobrece a escola, esvazia o sentido, desmotiva o educando, desqualifica o educador, enriquece o Banqueiro e consolida a Educação Bancária.
Tive conta no Bradesco. Os juros são altos.
*(artigo publicado no sítio da Coordenação Nacional de Lutas)
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Pedagogia da Opressão
Quem pelo amor não aprende
da dor toma lição,
ensinou avó à neta.
Ela virou professora.
da dor toma lição,
ensinou avó à neta.
Ela virou professora.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Manifestação pelo Direito de Acesso à Educação
Assegurado pela Lei de Diretrizes e Bases, o direito irrestrito do cidadão à Educação não tem sido prioridade do Governo José Serra.
É isto, ao menos, o que indica a recusa da Diretora da Escola Estadual Professor Nelson Antonio do Nascimento e da Dirigente da Diretoria de Ensino de Taboão da Serra a disponibilizar vagas durante o período noturno na escola, no próximo ano letivo, a cerca de setenta cidadãos.
Alunos e alunas da EJA, no Termo IV (correspondente ao terceiro e quarto ano do segundo ciclo do Ensino Fundamental) da Escola Municipal Professora Elza Marreiro Medina, tiveram, primeiramente pela Diretora e, recentemente, pela Dirigente de Ensino, suas solicitações pelo direito a vagas na Educação em Nível Médio na Escola Estadual Professor Nelson Antonio do Nascimento negadas, em função de alegações completamente disparatadas, como a de que se trataria ali duma região erma, ou pessoas “estranhas” adentrariam o local.
Dever do Estado e Direito do Cidadão, a Educação tem sido, solenemente, negada a estes sujeitos.
Assim, os Formandos da EJA na Escola Municipal Professora Elza Marreiro Medina convidam todos ao Ato Pacífico em Favor do Direito ao Acesso à Educação no Ensino Médio, a realizar-se quarta-feira, dia 3 de dezembro de 2008, às 16:00 horas, em frente à Escola Estadual Professor Nelson Antonio do Nascimento, situada à Rua Chile, S/N, Jardim dos Moraes, Embu das Artes.
Contamos com sua participação.
É isto, ao menos, o que indica a recusa da Diretora da Escola Estadual Professor Nelson Antonio do Nascimento e da Dirigente da Diretoria de Ensino de Taboão da Serra a disponibilizar vagas durante o período noturno na escola, no próximo ano letivo, a cerca de setenta cidadãos.
Alunos e alunas da EJA, no Termo IV (correspondente ao terceiro e quarto ano do segundo ciclo do Ensino Fundamental) da Escola Municipal Professora Elza Marreiro Medina, tiveram, primeiramente pela Diretora e, recentemente, pela Dirigente de Ensino, suas solicitações pelo direito a vagas na Educação em Nível Médio na Escola Estadual Professor Nelson Antonio do Nascimento negadas, em função de alegações completamente disparatadas, como a de que se trataria ali duma região erma, ou pessoas “estranhas” adentrariam o local.
Dever do Estado e Direito do Cidadão, a Educação tem sido, solenemente, negada a estes sujeitos.
Assim, os Formandos da EJA na Escola Municipal Professora Elza Marreiro Medina convidam todos ao Ato Pacífico em Favor do Direito ao Acesso à Educação no Ensino Médio, a realizar-se quarta-feira, dia 3 de dezembro de 2008, às 16:00 horas, em frente à Escola Estadual Professor Nelson Antonio do Nascimento, situada à Rua Chile, S/N, Jardim dos Moraes, Embu das Artes.
Contamos com sua participação.
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